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Cristina Duarte

Cristina Duarte

Os primeiros a encantarem-se com a Cristina estavam no Hospital de Santa Maria, a 1 de Outubro de 1989, dia em que a menina chegou a este mundo. Chamavam-se Inês e João. Primeira de duas irmãs, filha de pai músico, desde cedo a casa de Campo de Ourique ouviu o seu violino e a sua paixão pela música, cresceu para estudar Filosofia e ser amiga de muitos, que ainda hoje andam encantados com ela.

Entrou pequenina para o Colégio de Santa Isabel, na 1ª classe mudou para o Colégio Pedro Nunes – não confundir com o Liceu Pedro Nunes! – onde chegaria sete anos mais tarde. Por lá ficou até mudar para o Liceu Maria Amália, no 11º Ano. Aluna de Humanidades, depois de uma rápida indecisão (os primeiros meses do 10º) em Ciências, acabou o Secundário com louvor e decidiu estudar Filosofia. Estuda hoje no 2º Ano deste curso na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

Mas, como os estudos não são só letras, desde os 9 anos estuda música. Primeiro na Fundação Musical dos Amigos das Crianças (por alguma razão estranha prefere FMAC) e actualmente no Conservatório, no 8º grau de violino.

O Secundário foi tempo de grandes mudanças (perguntem-lhe qual é o síndrome “Mês de Novembro”) e, entre campos de férias, novas amizades e grandes decisões, a Cristina passou de menina à rapariga que é hoje. Inúmeros movimentos, associações e aventuras contam as histórias que aqui não cabem, e sabem tão bem em conversa, levam a 18 de Maio de 2008 e ao seu baptismo.

Pertence à Orquestra Sinfónica Juvenil e, se tiverem mesmo muita sorte, podem encontrá-la na primeira estante, de onde procura fugir o mais que pode. Ainda é parte de muitas outras… “organizações”. É do Movimento Católico de Estudantes (MCE), do GIRAFA, um grupo do CAMTIL - é animadora desse movimento e também dos GAMBOZINOS (do “Grande Oeste”), esteve este Verão no Brasil e diz que “os jesuítas são o máximo em qualquer lado do mundo”, andou pelo Recife em projectos de voluntariado a preparar novos planos para breve.
A curto prazo pretende acabar o Conservatório, “ficar à vontade com o violino”. Não se vê a dar aulas mas sabe que quer trabalhar com pessoas… como, anda a ver se percebe.

Gosta de passear, conhece Lisboa como ninguém (dizem os amigos), apesar de dizer que ainda a anda a descobrir, de livros aconselha-vos “O meu pé de laranja lima”, “O mundo de Sofia” e “O sonho mais doce” – (nas palavras dela: “o livro é espectacular, não tem nada a ver com o título”), no YouTube, revê o “Jesus Christ Superstar”, de desporto prefere o Vólei e o futebol. Campeã a gerir o tempo, mima-se com cafés com os amigos, com viagens e adora conhecer tudo, o mais possível.

Em casa, podem ouvir ranger a porta do quarto da Cristina e, lá dentro, há muita probabilidade de desarrumação, e de má cara se interromperem estudos de violino. A irmã Teresa queixa-se de “estar constantemente a corrigir o português dos outros, especialmente ao jantar”, e ainda tem fama de deixar a porta da casa de banho aberta.
Com os amigos, já é Cris e a todos fascina e encanta, seja nas viagens de “metrinho” com a Maria, seja com a famosa Constança, com a Teresa em sintonias de cantar ao mesmo tempo, ou a fazer as elogiadas mini-panquecas aos amigos ouvidos para este texto.

Depois de uma primeira impressão mais tímida, a Cristina descobre-se e dedica-se completamente, facilita tudo, “quando se está com ela parece que não há mais nada para fazer”, é uma boa filósofa que adora fazer perguntas, “sabe estar em qualquer lugar e adapta-se a qualquer tipo de pessoas” e dizem que tem o dom de tornar as coisas simples e especiais.

Ainda não a conhecem? Tantas palavras e sinto que nem toquei com o arco nas cordas do violino… falta ouvir. A sério.