Maionese – O Debate em Maio - 14 Maio 2008
Por Francisco Romeiras
“Em vez de nos interrogarmos tanto sobre o que o futuro nos trará, seria melhor que nos concentrássemos sobre o que poderemos trazer ao presente”. No seguimento deste discurso do Presidente da República, na celebrações do 25 de Abril, em que foi dada particular relevância à participação na política, o CUPAV decidiu convidar Rui Marques e Filipe Anacoreta Correia para o Maionese: o debate em Maio.
No dia 14 de Maio às 21:15 no CUPAV, Rui Marques e Filipe Anacoreta Correia encontraram-se, então, para debater o tema proposto pelos animadores do CUPAV: “Partidos Políticos: Criar ou Reciclar”, com a moderação de Francisca Teixeira Duarte.
O debate começou com um momento de exposição do tema proposto por cada um dos convidados, e foi seguido de perguntas da moderadora, que no final abriu o debate também ao público.
Para nos falar da criação de novos partidos no contexto político actual, Rui Marques falou da sua experiência na criação do MEP (Movimento Esperança Portugal). Rui Marques começou por citar Paulo VI, ao dizer que a “política é a forma mais nobre de caridade”, para justificar o seu empenho pela criação de um novo partido. Sublinhou ainda que a “única derrota inaceitável é não fazer nada a lamentar apenas a ausência de soluções”.
Para Rui Marques, se as soluções que existem não correspondem ao que é desejado, é necessário criar novas propostas que façam mais sentido, uma vez que com alternativas todos ganham.
Filipe Anacoreta Correia, por seu lado, é fundador de um movimento chamado «Alternativa e Responsabilidade» que pretende promover a renovação no seio do CDS. Identifica-se com os valores do CDS e o que pretende é a coerência entre a doutrina do CDS e as suas acções. Assim, decidiu pôr fim a uma postura “passiva”, “observadora” e “resignada”, assumindo uma atitude de intervenção com um sentido prático acentuado.
Por outro lado, o CDS é um partido que tem uma estrutura e uma acção muito enraizadas no sistema político, pelo que, na sua perspectiva, é mais eficaz criar uma nova prática em vez de um novo partido político.
No final do debate, tanto Rui Marques como Filipe Anacoreta Correia concordaram que ambas as formas de renovação partidária são importantes e que o tema do debate poderia ser então “Partidos Políticos: Criar e Reciclar”.
Como já tem sido hábito, houve oportunidade para se ficar à conversa depois do debate, com chá e bolachas preparados pelos animadores do CUPAV.


