Génesis: a Criação do mundo, com Pe. Carlos AM - 14 Janeiro 2009
Por Kiko (Francisco G. da Silva)
Aos 14 dias do Mês de Janeiro do ano 2009, depois de uma habitual missa de quarta-feira, era notório um movimento diferente no CUPAV. Universitários, famílias e simples curiosos chegavam às dezenas com um objectivo muito concreto… Pouco passava das 21.15h e o auditório do Centro Universitário já transbordava de expectativa.
A falta de microfone e a audiência numerosa não foram problema para o ilustre orador. Com a sua “voz de trovão” e forma de falar inconfundível foi fácil para o Padre Carlos Azevedo Mendes cativar as atenções de jovens e graúdos.
Por entre barras cronológicas com demasiados zeros, partilhas de experiências de vida, exposições dignas de um Zoólogo ou Historiador até, o nosso conferencista aprofundou o tema “Génesis: A criação do mundo” com a arte de um apaixonado.
De facto as nossas origens mais gregas do que semitas constituem, na grande parte das vezes, obstáculo a uma leitura e interpretação do livro “Génesis”, obra contemporânea a uma era e cultura bastante diferentes da nossa.
O perigo é, muitas vezes o literalismo. Pois segundo uma análise fácil e superficial dos “Génesis” podemos mesmo chegar a inferir que, no segundo dia da Criação, Deus “separou as águas das chuvas das águas dos oceanos através de uma chapa de zinco”. Mas segundo uma análise menos superficial e mais dinâmica podemos realizar que nas entrelinhas dos “Génesis”, há espaço suficiente para a evolução das espécies, big bang, selecção natural, …
O tempo voou e as perguntas sucederam-se umas às outras. Sem dúvida que o Padre Azevedo Mendes conseguiu deixar nas pessoas um sabor a “quero mais”. Por isso, espero , no próximo encontro mensal do CUPAV, ter o privilégio de ouvir o padre João Norton na companhia de uma audiência ainda mais numerosa a falar sobre “Entre Paredes: Arquitectura e Espiritualidade”.


