Academia de Verão no Seminário de Évora - 3-10 Setembro 2008
Por Helena Luna Pais
No belo Seminário de Évora, de 3 a 10 de Setembro, cerca de 40 jovens universitários, com a ajuda de um distinto corpo docente, rumaram ao mar imenso da Teologia. A Academia de Verão representou a porta aberta para esse mar imenso. Incluía Reitor, Professores, uniforme e esquema de colégio interno. Ao pôr o primeiro pé para lá do portão imponente começava a aventura do saber.
Há tanto para contar que estou há bastante tempo a pensar por onde começar… Vou começar por vos dar um pequeno esquema do horário. Ao acordar tínhamos a oração da manhã à qual se seguia o pequeno-almoço e depois as tão esperadas aulas, que chegavam com o toque do sino. Três horas de aulas, desde Ética a História da Igreja, tudo temas fulcrais da nossa Fé.
A manhã terminava com o almoço e a tarde tinha início com uma pequena sorna. Seguiam-se duas horas de resolução de fichas de avaliação (ah, pois é!… a Academia é só para fortes!).
Às 18 horas tínhamos o tão esperado debate. Temas polémicos,”eloquentes” defensores do sim e do não, conversas sobre o tema que se prolongavam durante o resto do dia e durante as refeições. Espero que isto já vos dê uma pequena imagem.
Nada melhor para terminar o dia do que a Eucaristia na qual eram dados pontos e algum tempo de oração individual. Era tão bom! Um verdadeiro equilíbrio entre o pensar e o sentir era conseguido com este tempo privilegiado de oração.
À noite tínhamos um belo passeio por Évora, ou os famosos PAP (vou deixar o mistério), ou ainda, na última noite, um requintado jantar de Gala seguido de um baile em que reinava a boa disposição.
Tudo isto foi apenas um cheirinho. Quando me lembro da Academia lembro-me das conversas intermináveis e mesmo interessantes sobre os assuntos dados nas aulas (não me lembro se alguma vez gostei assim tanto de ter aulas), do hino entoado com tanta alegria por professores e alunos e acima de tudo do equilíbrio que senti nesses dias. Este equilíbrio entre sentir Deus mesmo presente (que bons que foram os momentos de oração) e o saber, conhecê-Lo melhor, solidificar os meus alicerces, pensar sobre coisas que nunca tinha pensado e que realmente fazem imenso sentido e dão mais força ao meu acreditar.
E no final deste texto e após estes sete dias volto à imagem do início do portão imponente. A Academia foi para mim esse portão que me permitiu iniciar um caminho que espero continuar, um caminho cheio de desafios que valem a pena. E vale realmente a pena ir mais fundo!


